HPV e Verrugas Genitais no Rio de Janeiro

Descobrir verrugas genitais ou um diagnóstico de HPV gera muitas dúvidas e insegurança — mas é uma condição comum, tratável, e a grande maioria das pessoas resolve sem complicações. O mais importante é avaliar corretamente, tratar as lesões visíveis e orientar sobre prevenção e rastreio do parceiro.

Atendimento no Centro do Rio de Janeiro.

O que é o HPV?

O HPV (Papilomavírus Humano) é o vírus sexualmente transmissível mais comum do mundo. Existem mais de 100 subtipos; alguns causam as verrugas genitais visíveis (condiloma acuminado), outros são de alto risco e estão associados a câncer (principalmente colo de útero, mas também pênis, ânus e orofaringe).

A maioria das infecções é autolimitada e entra em latência, mas as lesões visíveis e as alterações em exames preventivos precisam de tratamento e seguimento específicos.

Na urologia masculina, o papel principal é avaliar e tratar lesões peno-escrotais, rastrear o parceiro ou parceira de pessoas diagnosticadas, orientar prevenção (incluindo vacinação) e encaminhar o seguimento integrado com o ginecologista, quando aplicável.

Quando procurar avaliação?

  • Aparecimento de lesões verrucosas na genitália.
  • Diagnóstico de HPV em exame da(o) parceira(o).
  • Alteração em exame preventivo (citopatológico, peniscopia).
  • Dúvida sobre lesão suspeita, por mais discreta que pareça.
  • Desejo de vacinação preventiva, mesmo na vida adulta.
  • Necessidade de orientação sobre risco em relacionamentos e prevenção.

Quanto antes a avaliação, mais simples o tratamento e o controle — não hesite em procurar.

Como funciona o tratamento

Avaliação inicial

Exame clínico detalhado, peniscopia (quando indicada), discussão de exames adicionais e, em casos selecionados, biópsia de lesão atípica. Avaliação de parceiro(a) é fortemente recomendada.

Tratamento das lesões

Varia conforme o número, tamanho e localização das lesões: (a) Lesões pequenas e acessíveis: cremes tópicos (imiquimode, podofilotoxina) aplicados em casa, por semanas. (b) Lesões maiores, múltiplas ou resistentes: eletrocoagulação, crioterapia, laser ou excisão cirúrgica em consultório ou centro cirúrgico. (c) Lesões atípicas ou grandes: biópsia antes do tratamento definitivo.

Seguimento

Avaliação periódica (geralmente a cada 3 a 6 meses no primeiro ano) para verificar resposta ao tratamento, identificar novas lesões e orientar prevenção contínua. Vacinação é discutida individualmente.

O que esperar na consulta

  • Exame clínico cuidadoso e, quando indicado, peniscopia.
  • Informação clara sobre o tipo de HPV envolvido, risco e prognóstico.
  • Plano de tratamento individualizado, com opções e custo discutidos.
  • Orientações específicas sobre sexo, prevenção e rastreio do(a) parceiro(a).
  • Discussão sobre vacinação, inclusive na vida adulta.

Se você já tiver exames prévios ou diagnóstico do(a) parceiro(a), isso acelera muito o processo.

Sobre o Dr. Rafael Viterbo

Médico urologista com residência médica em Urologia no Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE-UERJ) e fellowship em Uro-Oncologia e Cirurgia Robótica (UERJ).

Ao longo da formação atuou em centros de referência do Rio de Janeiro, incluindo o Hospital Universitário Gaffrée e Guinle (HUGG) e o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF-UFRJ). Membro do departamento de Uro-Oncologia da Sociedade Brasileira de Urologia — Seccional Rio de Janeiro (SBU-RJ) no biênio 2026–2027.

Em cada procedimento, três compromissos inegociáveis: conforto para o paciente, segurança técnica e rapidez na condução do caso.

Perguntas frequentes

1) HPV tem cura?

Não há, hoje, um tratamento que garanta eliminar o vírus. O organismo frequentemente controla a infecção espontaneamente, e as lesões visíveis são tratáveis. Muitas infecções entram em latência.

2) Preciso avisar o(a) parceiro(a)?

Sim. A avaliação do(a) parceiro(a) é importante para detectar lesões e orientar prevenção, mesmo que esteja assintomático.

3) HPV afeta a fertilidade?

Em geral, não. Casos raros de impacto existem e são avaliados individualmente.

4) A vacina ainda funciona em adultos?

Sim. A vacinação pode ser benéfica mesmo após o início da vida sexual, especialmente contra tipos de HPV ainda não adquiridos. Indicada até os 45 anos, conforme bula atual.

5) Posso ter relações sexuais durante o tratamento?

Idealmente, não — até resolução das lesões. Em todo caso, o uso de preservativo reduz (mas não elimina) a transmissão.

6) O(a) parceiro(a) também precisa de tratamento?

Se tiver lesões visíveis, sim. Mesmo sem lesões, a avaliação é recomendada.

7) Qual o risco de câncer em quem tem verrugas?

Verrugas genitais são causadas por tipos de HPV de baixo risco (6 e 11). O risco de câncer está em outros subtipos, que podem ou não estar presentes. Por isso o rastreamento completo importa.

8) Quanto tempo até as lesões sumirem?

Depende do tratamento, do tamanho, do número de lesões e da resposta imune de cada pessoa. Pode variar de semanas a meses.

9) O preservativo protege 100%?

Reduz significativamente o risco de transmissão, mas não elimina, porque o HPV pode estar em áreas não cobertas pelo preservativo.

10) Posso engravidar a parceira se tenho HPV?

Sim, o HPV não impede a concepção. Orientações específicas são discutidas caso a caso.

HPV tem tratamento, controle e prevenção. A melhor decisão é não adiar a avaliação — quanto antes, mais simples é resolver e mais segurança para você e para o(a) parceiro(a).

Agende sua avaliação